Dicas para fazer vendas online
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Vendas Online: Melhores Dicas Para Vender pela Internet

Nem mesmo a pandemia da Covid-19 foi capaz de desacelerar as vendas online. Se você também pretende apostar no setor de comércio digital, confira quais são as dicas cruciais! Atraia e fidelize clientes no universo digital. 

A empresa para a qual você trabalha precisa de novas estratégias? Então, por que não expandir os negócios para a internet? Apostar nas vendas online pode ser uma excelente saída, não importa o nicho de mercado. 

Para te provar isso e, claro, mostrar todas as dicas para comercializar no digital, reunimos várias dicas. 

Continue a leitura e descubra como conquistar mais clientes por meio das telas!

Melhores Dicas Para Fazer Suas Vendas Online

Antes de tudo, vale reforçar o quanto trabalhar com vendas online pode ser algo promissor. Desde a sua implementação, ainda em 2000, o comércio eletrônico brasileiro já mostrava potencial de crescimento

Logo em 2001, o setor gerou R$ 0,5 bilhão. Seis anos depois, o faturamento já saltou para R$ 6,3 bilhões. 

A expansão não parou, desde então, e nem mesmo a pandemia causada pelo novo coronavírus conseguiu atrapalhar os negócios. 

Só em 2020, o e-commerce brasileiro cresceu quase 74%. Aliás, foi a melhor saída para muitos varejistas que tiveram que fechar suas portas por conta das medidas de contenção da Covid-19. 

Todos esses dados divulgados pelo portal E-commerce Brasil só mostram o quanto pode ser lucrativo para o seu setor, também, entrar no universo de vendas online, concorda? 

Mas, claro, o sucesso também depende de alguns cuidados. Veja como fazer vendas online:

1. Faça Um Planejamento Financeiro

Impossível falar de qualquer estratégia nova sem citar o planejamento financeiro. 

O primeiro passo é realmente ver o que será necessário para aplicar as vendas online, como: 

  • contratação de uma plataforma digital;
  • desenvolvimento do e-commerce (o que geralmente conta com profissionais de programação, design e marketing digital); 
  • compra de produtos;
  • divulgação da marca nas redes sociais;
  • contratação de uma equipe para gestão dos negócios.

Confira quanto pode custar tudo isso para o seu caso específico. Também é preciso lembrar que o dinheiro proveniente das vendas não virá de imediato. 

Sendo assim, tenha um bom caixa para os primeiros meses! 

2. Defina o Produto Que Você Vai Vender Online

Quais tipos de produtos ou serviços da empresa serão vendidos pela internet? Ou a escolha será disponibilizar tudo?

De qualquer maneira, é fundamental que as vendas online estejam 100% alinhadas com as expectativas do público-alvo. 

Pense no que pode gerar valor e, até mesmo, brilhar aos olhos dos clientes. Estes realmente precisam enxergar a marca como uma grande solução

3. Defina o Público Para Quem Você Vai Vender

Falando em clientes, será que você conhece mesmo tudo sobre eles? Defina o público-alvo para quem a empresa deseja vender e se dedicar. 

Nesse processo, não basta somente dizer se a maioria dos consumidores são homens ou mulheres e quantos anos possuem. Vá além…

Descubra quais são os gostos deles, necessidades mais básicas, possíveis impeditivos de compras, etc. 

Quando mais informações você tiver nas mãos, mais fácil fica conquistar essas pessoas!

4. Tenha Um Site Funcional

De modo algum, vender pela internet é só criar uma loja online e colocar os produtos lá. 

Os profissionais têm o papel de, constantemente, verificar se o site está funcional mesmo. 

Ou seja, se todas as páginas abrem perfeitamente e muito importante: com agilidade, se os produtos ou serviços têm descrições, se o checkout de compras está funcionando, etc. 

Também vale ressaltar que a loja virtual precisa ser excelente tanto para desktop quanto para dispositivos móveis. 

Por exemplo, em alguns casos, os botões do site são pequenos demais para que a pessoa clique com a ponta dos dedos — quando ela acessa a página por meio de um celular ou tablet. 

Como traçar, mensurar e atingir seus objetivos com OKR

5. Trabalhe Com Atendimento MultiCanal

A internet não se limita a um e-commerce, e os consumidores desse universo estão acostumados a fazer comunicação, compras e até resolver problemas por diversos canais.

Dentre eles: WhatsApp, Facebook, chats da própria loja online e mais. Sendo assim, também procure estar presente e fazer o atendimento nesses espaços virtuais. 

Se colocar à disposição por telefone, SMS e pessoalmente (se possível) também é importante, afinal, não deve haver barreiras entre marca e clientes!

6. Invista na Gestão do Seu Negócio

Mais uma dica importante é fazer a gestão do comércio eletrônico. Construa uma equipe eficiente e disposta a vestir a camisa da empresa. 

Além disso, divida o trabalho em setores, como: 

  • estoque; 
  • vendas; 
  • pós-vendas;
  • marketing;
  • financeiro;
  • atendimento ao cliente.

7. Defina Os Seus Objetivos com o OKR

É claro que, ao apostar nas vendas online, todo mundo deseja vender mais e, ainda, ganhar maior notoriedade no mercado. 

Mas é necessário ser mais específico na definição dos frutos a serem colhidos. 

Para isso, conte com a ferramenta OKR, que te ajuda a definir os objetivos e a mensurar os resultados-chave.

Isso faz com que as equipes trabalhem com mais foco, alinhamento, engajamento e agilidade. 

Saiba mais sobre a ferramenta e como implementá-la por meio da minha consultoria! 

Principais Pilares das Vendas Online

Para fechar com chave de ouro, confira alguns valores extremamente importantes para a empresa passar notoriedade. Com isso, conseguir atrair e fidelizar clientes:

Autoridade

A autoridade acontece quando diversos aspectos fazem os clientes lembrarem da marca e, mais do que isso, reconhecê-la como melhor opção. 

Mas, afinal, como seguir esses grandes feitos? Além de oferecer produtos ou serviços de alta qualidade, vale investir na criação de conteúdos (seja em um blog ou nas redes sociais). 

Compartilhar conhecimentos mostra que a empresa realmente entende tudo sobre determinado assunto e que, assim, está sempre apta a resolver as “dores dos clientes”. 

Confiança

A confiança também é um aspecto importante nas vendas online. Para seguir esse valor, jamais prometa o que não será possível cumprir ao público-alvo. 

Fora isso, ofereça o que há de melhor em materiais ou serviços. Outro passo importante é manter uma relação próxima com os consumidores... Procure sanar todas as dúvidas e dilemas deles. 

Também se atente à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que resguarda o consumidor quanto a roubo de informações por meio digital. 

Estratégia

Quais serão as suas estratégias de vendas? Para embasá-las, pense nas necessidades dos clientes. O que, afinal, pode representar a solução, algo indispensável para eles? 

Vale lembrar que a divulgação é outro aspecto essencial nas estratégias. Tenha, ao seu lado, bons profissionais de marketing. 

Eles conseguirão criar as melhores campanhas para promoções, descontos, lançamentos e mais ações chamativas. 

Vendas online

Conclusão

Como foi possível  notar, antes de começar a vender online, é necessário colocar várias tarefas em prática. 

Comece do jeito certo… Defina quais são as metas que a empresa para qual você trabalha deseja conquistar. 

Conte com a ajuda da ferramenta OKR! O sucesso espera por vocês! 

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Como Organizar uma Empresa: Dicas MUITO Importantes e Checklist Prático

Afinal, como organizar uma empresa? Um dos principais fatores é a definição de objetivos e indicadores de desempenho. As outras informações para reestabelecer padrões e alcançar o sucesso, você descobre neste conteúdo. Aproveite! 

Uma empresa que gera resultados é aquela que consegue definir objetivos, além de manter as equipes alinhadas e engajadas.

Só que, por trás dessa realidade, existem diversas pequenas ações. Aqui, você vai descobrir as mais importante e, com isso, entender como organizar uma empresa.

Siga todo o passo a passo e, o mais importante: comece a implementar as mudanças o mais cedo possível. Até porque, criar ou modificar hábitos e comportamentos, leva um tempo considerável.

Boa leitura! 

Você tem uma empresa desorganizada e não sabe por onde começar? Faça uma consulta gratuita comigo, saiba como!

Como detectar uma empresa desorganizada?


A prioridade é fazer uma análise do estado atual da empresa. Para isso, observe como é o dia a dia — desde a escolha dos objetivos e metas até as entregas finais. 

Além disso, esteja atento aos feedbacks de todos os envolvidos, ou seja, não só dos profissionais, mas também dos clientes. 

A seguir, há algumas situações específicas que mostram desorganização. Veja quais são elas, assim, ficará mais fácil saber como organizar uma empresa: 


  • frequentemente não cumprir com os prazos de entrega aos clientes;
  • diversos desentendimentos entre os times;
  • descontentamento e, consequentemente, maiores taxas de saída dos colaboradores;
  • tarefas e fluxos mal estabelecidos;
  • insatisfação constante dos clientes;
  • falta de objetivos claros;
  • conflitos entre donos do negócio, diretoria e gestores;
  • despesas maiores do que lucros;
  • atraso no pagamento de contas (aluguel do escritório, salário de funcionários e afins).

Como organizar uma empresa bagunçada (e torná-la produtiva): Passo a Passo

Depois de levantar todos os pontos problemáticos, chegou a hora de montar um plano de ação. 

Mas, afinal, como organizar uma empresa em crescimento? Por onde começar?

Lembre-se de quais são a missão, visão e valores 

Qual é o propósito da empresa? Onde ela deseja chegar? Quais são os princípios a serem seguidos?

Ao responder essas três perguntas, tem-se a definição, respectivamente, de missão, visão e valores. 

Ter tudo isso em mente ajuda a definir quais ferramentas usar e como proceder para colher bons frutos. 

Aliás, ainda neste artigo, veremos como usar o OKR, uma ferramenta essencial para desenhar objetivos e avaliar resultados. 

Delegue as tarefas para as respectivas áreas

Quando você já tiver todas as áreas bem definidas, já é possível delegar as demandas. Quem costuma fazer isso são os gestores e/ou coordenadores.

A comunicação deve ser clara e objetiva. Também é muito importante explicar o passo a passo de cada ação, além de mostrar como aquilo pode gerar resultado futuramente. 

Como organizar as tarefas de uma empresa?

Criar processos, fluxos e até documentos com o checklist das demandas também pode ajudar bastante. 

Sempre pense que, quanto mais clara a gestão for, mais fácil e assertivo pode ser o dia a dia de todos. 

Vale lembrar que indicar prazos e ouvir os colaboradores são outros cuidados indispensáveis para a boa execução de trabalhos 

Sobre este último ponto, mantenha feedbacks que sejam, pelo menos, mensais. 

Após estabelecer todos esses aspectos, os líderes ainda têm a alternativa de adotar métodos ágeis como o Scrum ou Kanban, por exemplo.

Como organizar uma empresa de pequeno porte com ferramentas de produtividade?

Além do desenvolvimento de processos e listas de to-do, sugerimos o uso de ferramentas de gestão de tarefas, como Asana, Runrun.it e Trello. 

Todas essas opções exibem, em uma plataforma digital, as tarefas da empresa inteira. Dessa forma, todos os profissionais ficam a par de tudo o que está sendo produzido. 

Também é possível separar as atividades por áreas, ter mais de um colaborador por tarefa, adicionar comentários e arquivos, etc. 

Use também ferramentas de colaboração como o miro.com ou o mural.co.

Precisamos lembrar que a comunicação entre os times é outro fator que faz toda a diferença para o sucesso da empresa como todo. 

Pensando nisso, aposte em outras ferramentas, como o Slack, que permite a troca de mensagens individuais ou em grupos fechados. 

Dicas de como organizar uma empresa com o OKR

Mais uma das melhores formas sobre como organizar uma empresa é dar clareza sobre os objetivos a serem alcançados. 

Nesse ponto, a definição de OKR torna-se imprescindível. A sigla em questão significa Objectives and Key Results, traduzido como Objetivos e Resultados-chave. 

Ou seja, consiste em discutir e estabelecer todos os pontos de chegada, além de fatores que medirão o progresso. 

Vamos usar um exemplo prático… 

Suponha que um dos objetivos da sua instituição para o próximo trimestre seja oferecer a melhor experiência de atendimento aos clientes

A partir disso, os key results poderiam ser: 

  • aumentar a quantidade de feedbacks positivos de 10 para 80;
  • diminuir a quantidade de reclamações de 40 para 5;
  • aumentar o NPS (Net Promoter Score) de 40 para 60;
  • aumentar a taxa de recompra de 5% para 15%;

O OKR, então, passa a tornar o trabalho das equipes mais focado, sincronizado e ágil. Além disso,  aumenta a motivação dos colaboradores

Grandes organizações mundiais já adotaram essa metodologia, entre elas: Google, Amazon, Dell, Netflix, Spotify, Samsung e mais. 

Encontre outras dicas aqui no e alcance o sucesso!

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Conclusão

Como vimos, neste conteúdo, o checklist de como organizar uma empresa é extenso. Os donos, CEOs e diretores devem, primeiramente, ter um propósito profissional e objetivos muito claros. 

Em seguida e com o apoio do RH e dos gestores, vem as necessidades de definir áreas fundamentais, delegar e organizar tarefas. 

Tudo isso, também, focado na comunicação constante entre todos os membros, além da disposição para receber feedbacks, sejam eles positivos ou negativos. 

Então, que tal começar a revolução da sua empresa hoje mesmo? 

Blog Thomaz Ribas


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Empresas familiares famosas
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Empresas Familiares: Principais desafios e Como Superá-los

Neste artigo, você vai descobrir os principais pontos sobre empresas familiares.

Sobretudo, quais são os desafios e como fazer uma gestão eficiente. Aproveite todas as informações e dicas!

As empresas familiares são mais comuns do que se imagina. No Brasil, esses negócios representam 90% dos empreendimentos.

Isso significa que, a qualquer momento, você pode trabalhar em um local com “um ar caseiro”, se é que já não trabalha. 

Pensando nisso, é extremamente importante entender como funciona uma instituição familiar, sobretudo, conhecer e superar os desafios. 

Aliás, um dos maiores desafios é a dificuldade de separar aspectos pessoais dos profissionais.  

Neste conteúdo, vamos esmiuçar o assunto e, então, você saberá como trilhar o caminho do sucesso. 

Aproveite! 


O que é uma empresa familiar?

Uma empresa familiar é aquela em que há pessoas da mesma família envolvidas na fundação, no âmbito administrativo ou na parte acionista

Isso não significa que a organização desse tipo só tenha pessoas da mesma descendência. 

Pode haver, por exemplo, um administrador de fora e os parentes ficarem “apenas” como diretores. 

Quais os tipos de empresas familiares?

Também é válido saber que existem diferentes tipos de empresas familiares, entre eles:

Tradicional

No modelo tradicional, os negócios são administrados somente por membros da mesma família.

Outro ponto característico é o capital fechado. 

Híbrido

O sistema híbrido é exatamente o que explicamos no parágrafo anterior… A empresa é composta por familiares e, também, pessoas de fora. 

Influência familiar

Já na influência familiar, os donos, com certo grau de parentesco entre si, têm participação nas ações dos negócios.

Mas, apesar disso, não exercem papel administrativo. 

Quais as principais características de uma empresa familiar?

Existem várias aspectos muito próprios das empresas familiares. 

O primeiro é o senso de pertença muito forte, afinal, imagine… Aqueles profissionais, muitas vezes, sonharam com o empreendedorismo.

Ou, ainda, herdaram dos pais e avós,  a responsabilidade de continuar os negócios. 

Outra característica forte é a longa permanência dos mesmos membros na empresa. 

A tomada de decisão rápida é mais um aspecto comum. Isso porque a chefia é unificada. (aliás, a agilidade para ações é ainda mais importante para superar os momentos de crise).  

Além disso, é possível observar equipes engajadas e crescimento em conjunto. 

4 desafios da gestão em uma empresa familiar

desafios da gestão em uma empresa familiar

Como qualquer negócio lucrativo, o empreendimento de família também tem suas dores. 

O conhecimento sobre elas é o primeiro passo para vencer os percalços e, assim, obter sucesso. 

Veja quais são os desafios: 

1. Separação entre vida pessoal e profissional 

Não importa se o ambiente da empresa é formado por pessoas de uma mesma família, a postura profissional deve ser mantida. 

O que quero dizer é que não se deve misturar o que é da vida particular com o profissionalismo. 

Ou seja, não dá para achar que, como o negócio é próprio ou do núcleo familiar, tudo bem não cumprir horários, adiar responsabilidades, enfim, não levar a empresa realmente a sério. 

2. Cordialidade no jeito dos donos ou diretores 

Também é comum encontrar donos e CEOs que, por liderarem a empresa, não tratarem os outros funcionários com cordialidade. 

Mas, claro, é preciso lembrar que o ambiente mais humanizado não só deixa as pessoas mais à vontade para trabalhar, como expressa o nível de profissionalismo e maturidade da liderança. 

3. Herdeiros desinteressados 

Nem só de profissionais engajados se faz uma empresa familiar. 

Por exemplo, há aqueles casos de filhos que herdaram a instituição dos pais, mas que não possuem muito interesse em prosperar os negócios.

De fato esse é um grande desafio.

4. Dificuldade em aceitar e adotar mudanças

A tradição é outro aspecto muito forte em empresas de irmãos, pais e filhos, primos, etc.

Isso por si só não é um problema. Mas, quando causa a resistência a mudanças necessárias, aí, sim, existe um problema. 

Você, como administrador em um sistema híbrido, por exemplo, deve frisar que o mercado sofre oscilações naturais. 

Sem apostar nas mudanças, fica difícil ter os negócios em crescimento. Fora que a empresa ainda pode perder espaço para a concorrência. 

Como gerenciar uma empresa familiar

como administrar uma empresa familiar

Bom, já vimos quais são as características e desafios das empresas de familiares. 

Agora, então, é a hora de entender como conduzir o empreendimento da melhor maneira.

Confira alguns passos importantes: 

Construa um planejamento estratégico 

O planejamento estratégico é a base para qualquer negócio.

A construção consiste em rever a missão, visão e valores, fazer a análise de competição no mercado. 

Além disso, a definição de um orçamento e observação profunda do que ocorreu no passado para ajudar a escolher os próximos passos. 

Defina metas e objetivos

Para começar, procure estabelecer quais são as metas e os objetivos. Lembrando que esses dois elementos são diferentes. 

Os objetivos são a descrição qualitativa do que é almejado, já as metas funcionam como mensuração e avaliação dos objetivos, ou seja, se a empresa está no caminho correto. 

Estimule o senso de sobrevivência e perpetuidade

É normal que um empreendimento familiar comece a todo vapor, com pessoas cheias de ideias e, até mesmo, com mais tempo para atuar. 

Entretanto, quando a empresa cresce, acontece dos donos, CEOs e diretores precisarem se afastar um pouco das tarefas operacionais, a fim de pensar em novas estratégias e inovações.  

O que eu quero dizer é que o senso de sobrevivência e perpetuidade deve ser realmente vivido. Para a chefia, é fundamental dar espaço para novas pessoas capacitadas e com ideias diferentes. 

Como o OKR pode ser um aliado estratégico na gestão das empresas familiares?

O OKR (Objetictives and Key Results) é um método indispensável para o planejamento estratégico. 

Na prática, você aprende a definir todos os objetivos e, também, a medir os resultados alcançados ao longo do tempo. 

Com isso, o OKR consegue dar clareza e, consequentemente, aumentar o engajamento de todos os profissionais. 

Mais um benefício é o ganho da agilidade para tarefas diárias e tomada de decisões certeiras. 

Exemplos de empresas familiares famosas bem-sucedidas

Como eu mencionei lá no início, as instituições familiares representam 90% dos negócios, no Brasil

Então, é muito fácil encontrar casos conhecidos e de muito sucesso. 

Veja a seguir, quais são os exemplos de organizações famosas que nasceram como empresas familiares:

  • Itaú;
  • Volkswagen;
  • Nike;
  • Walmart;
  • Oracle;
  • SoftBank;
  • entre tantas outras.

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Conclusão

Como vimos, neste conteúdo, as empresas familiares são compostas por indivíduos de mesma descendência. 

Há, ainda, diferentes tipos de instituições de família, que variam a participação dos fundadores, diretores e acionistas. 

Dentro desses negócios, também há vários desafios.

Mas, a boa notícia é que com um bom planejamento estratégico, aplicação do método OKR e abertura para mudanças, tudo tende a crescer. 

Que tal colocar as dicas em prática? 

E se você quiser saber mais sobre gestão de empresas, confira outros artigos aqui do blog Thomaz Ribas.

Não faltam conteúdos ricos para embasar a sua vida profissional!

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Análise de Viabilidade Financeira
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Viabilidade Financeira: O que É e Como Aplicar em um Projeto

Será que o novo projeto da sua empresa realmente vale a pena? A análise da viabilidade financeira pode te mostrar a resposta.

Descubra como fazer esse estudo e, também, como garantir que o projeto irá gerar valor com os OKRs!

Lançar um projeto é sempre um desafio. Isso porque, uma ideia, por mais inovadora que ela seja, ainda não é o bastante para garantir resultados mensuráveis.

O ideal é fazer um estudo sobre a viabilidade financeira.

Só assim você elimina os ricos de ter prejuízos. 

Para te ajudar nessa tarefa, reunimos várias dicas neste conteúdo. Uma delas é sobre a definição de OKRs (Objectives and Key Results)

Quer saber mais detalhes desse e dos outros passos? 

Continue a leitura e descubra como garantir mais sucesso à empresa para qual você trabalha! 

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O que é análise de viabilidade financeira?

A análise da viabilidade financeira diz o quanto um novo investimento demandará investimentos e, ao mesmo tempo, proporcionará retorno para a empresa. 

Ou seja, basicamente, é a tarefa de verificar se a nova intenção, em âmbito econômico, vale a pena ou não. 

Quando fazer um estudo de viabilidade financeira de novos negócios?

O estudo de viabilidade serve para as mais diversas situações, desde a execução de um novo produto ou serviço à abertura de uma nova empresa. 

Além disso, a análise também é indicada para quando há a necessidade de escolher um entre dois ou três projetos, por exemplo. 

Como elaborar uma análise de viabilidade financeira?

Imagine, então, que a equipe de desenvolvimento de produtos trouxe mais uma sugestão.

E agora, como ter a certeza de que esse novo projeto é realmente interessante? 

A resposta está logo abaixo. 

Veja quais são os pilares da viabilidade econômica e financeira: 

Análise de mercado

Como é o cenário de atuação da empresa? Mais do que isso, como o novo produto ou serviço se encaixa dentro desse contexto? 

A tarefa aqui é analisar o quanto os clientes podem se identificar com o projeto em vista, qual será o nível de procura dele, a sazonalidade. 

Além disso, as semelhanças e diferenciais em relação aos produtos de outras marcas, etc.

Para ter todas essas respostas, realize pesquisas com o seu público-alvo, compare o novo investimento com projetos lançados anteriormente e estude a performance de seus concorrentes.

Projeção de receitas, despesas, custos e investimentos

Ao ter os dados do mercado atual em mãos, já dá para fazer a projeção da receita. 

Ou seja, a previsibilidade sobre os valores de investimentos, despesas e lucros que o novo projeto demandará em períodos diferentes, por exemplo: em até dois ou cinco anos. 

Também vale a pena fazer uma projeção a partir de um cenário mais indesejado. 

Assim, caso lá na frente haja uma mudança de mercado inesperada e desafiadora, você já terá as cartas na manga. 

Análise dos indicadores

O estudo da viabilidade econômica também deve contar com indicadores como o TMA, VPL, Payback e o TIR. 

Confira o que eles significam e como analisá-los: 

TMA (Taxa Mínima de Atratividade)

Basicamente, TMA é o retorno mínimo esperado para um determinado projeto. 

O cálculo precisa ser feito com base no capital disponível da empresa e, também, em relação à provável média de lucro. 

analise-de-viabilidade-economica

VPL (Valor Presente Líquido)

Já o VPL está ligado ao fluxo de caixa sobre o novo investimento em determinado período.

Por exemplo, você faz a projeção do  VPL de um novo produto para o prazo de dois anos. O resultado disso deve ser subtraído do investimento inicial. 

Então, se o valor do VPL for positivo, há chances do lançamento trazer lucros.

Agora, se o resultado for igual a zero, você pode considerar que o projeto arcará com seus próprios custos, mas sem garantir lucro. 

No caso de um valor negativo, muita atenção, porque isso significa que o projeto pode causar prejuízos. 

Payback

O Payback, por sua vez, mostra em quanto tempo o lançamento pode gerar lucros (em quantidade suficiente para pagar o valor investido). 

Para fazer a conta, divida o valor do investimento pelo fluxo de caixa. 

Por exemplo: R$ 50.000/R$ 5.000 = 10 meses.

TIR (Taxa Interna de Retorno)

Ao analisar a TIR, você consegue projetar o retorno financeiro do projeto ao longo do tempo. 

É por isso que a conta precisa ser feita com base não só em um período pré-determinado, mas também em relação aos juros envolvidos. 

Por que o estudo de viabilidade é essencial para o lançamento de novos produtos?

Resumindo: o estudo de viabilidade financeira é imprescindível para saber se o produto terá aceitação do público e, também, se a economia atual é favorável para ele. 

Dessa forma, você consegue entender se o investimento surtirá lucros ou não. 

estudo de viabilidade financeira de novos negócios: por que é essencial?

E como saber se o seu projeto ou produto está indo para o caminho certo?

Imagine que, a essa altura do campeonato, você já fez todos os estudos necessários, ok? 

Também, com uma projeção favorável, houve o lançamento do produto. 

Mas, e agora, como acompanhá-lo e ter a certeza de que está no caminho certo

A melhor solução é usar o OKR

Os Objectives and Key Results representam os benefícios mensuráveis que você espera ter, seja para o negócio, para os clientes ou para os colaboradores.

Eles devem ser definidos de forma a deixar claro o que representa sucesso para os projetos e iniciativas.  

Além disso, é fundamental realizar a medição do progresso do novo produto ou serviço, a partir dos resultados alcançados. 

Desse modo, além de fazer o estudo da viabilidade financeira, liste todos os objetivos que vocês desejam conseguir e, claro, monitorem tudo constantemente. 

Com isso, sem dúvidas, o trabalho terá muito mais foco, alinhamento, agilidade, colaboração e aprendizado — tudo o que leva ao sucesso. 

Conclusão

Mais importante do que ter uma ideia genial, é analisar a viabilidade financeira dela. 

Toda vez que a sua equipe de projetos apresentar uma nova intenção, faça a análise de mercado, a projeção da receita e o estudo dos indicadores (TMA, VPL, Payback e TIR). 

Em uma empresa ainda não tem maturidade com a utilização de OKR, é comum iniciar pelos projetos para então fazer uma espécie de "engenharia reversa" para definir os OKRs.

Porém, conforme a empresa e os times vão incorporando o pensamento e o planejamento baseado em resultados, o foco passa a ser maior na definição dos OKRs inicialmente, para então priorizar as iniciativas e projetos que têm a maior probabilidade de atingir os OKRs.

Mas chegar nessa maturidade é uma jornada. Para ter sucesso nessa jornada é preciso persistência e disciplina, um trimestre após o outro.

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Plano de Negócios O que é
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Como Montar Um Plano de Negócios em Apenas 9 Passos!

Você sabia que muitas empresas quebram logo nos primeiros anos de atividade? Uma das razões disso é a falta de planejamento.

Para que isso não aconteça, veja como montar um plano de negócios!

Na vida como empreendedor ou administrador, ter visão de futuro é extremamente importante. Isso significa pensar no que você pode alcançar com as ferramentas que possui agora.

Mas por onde começar? O ponto-chave é descobrir como fazer um plano de negócios

Sim, mais importante do que ter ideias para produtos e serviços, é fazer um panorama de investimentos e custos e, assim, ver se tudo valerá a pena. 

Ficou curioso para saber mais? Neste conteúdo, vamos mostrar o passo a passo de como montar um plano de negócios.

Aproveite! 

Plano de Negócios: O Que É?


O plano de negócios é um documento que reúne todos os aspectos do seu empreendimento, como público-alvo e recursos financeiros.

O propósito é ter o maior número de informações para que seja possível analisar o quanto o empreendimento pode dar certo. 

Passo a Passo de Como Montar Um Plano de Negócios [9 passos]


1. Construa o sumário executivo

Agora que você já sabe o que é um plano de negócios, chegou a hora de começar a criá-lo. O primeiro tópico é o sumário executivo, que nada mais é do que o conjunto das principais informações do seu futuro negócio. 

Os tópicos são os seguintes: 

descrição do negócio e do diferencial dele;

  • missão, cultura e valores da empresa;
  • características dos produtos e/ou serviços (qualidade e custo-benefício);
  • definição do público-alvo;
  • localização; 
  • investimento e custos;
  • quadros jurídicos e tributários.

Apesar desse ser o primeiro passo, sugerimos que você o faça por último, uma vez que ele é o resumo do planejamento. 

2. Analise Seu Mercado

O pontapé inicial é analisar o seu mercado, basicamente, dizer como e para quem você atuará. Por isso, nesse ponto, entra a tríade: fornecedores, produtos e/ou serviços e público-alvo. 

Reúna o maior número de informações possível, como: quem são e de onde vêm os seus fornecedores, como você negociará com eles, como são os produtos ou serviços, quais são os diferenciais da sua marca.

Além disso, quem são os clientes em potencial, como eles podem ver o que você vende como uma solução, etc. 

3. Segmente Seus Clientes

Pode parecer mentira, mas muitos empreendedores, mesmo após anos de atuação, não sabem detalhes sobre seus clientes. 

Mas, pare e pense: como vender e conquistar fidelidade, sem saber absolutamente tudo sobre os consumidores? Faça um estudo e entenda não só se os seus clientes são homens e mulheres e qual a idade deles. 

Descubra as preferências, o que desejam solucionar a partir da sua marca, quais poderão ser os possíveis impeditivos de compra, por onde costumam se informar, quais são os melhores canais para se comunicar com eles, etc. 

Tudo isso te ajudará a criar estratégias assertivas para a divulgação e comercialização.

como montar um plano de negócio simples e prático

4. Analise Sua Concorrência

Impossível mostrar como montar um plano de negócio sem citar a análise de concorrência

Além de cuidar do seu jardim, também é preciso olhar a grama do vizinho, afinal, o desempenho da sua marca precisa ser o melhor de todos. 

Então, faça uma lista dos seus concorrentes, que são aqueles que atuam no mesmo nicho que o seu.

Depois, veja, principalmente, quais são os preços aplicados, características dos produtos ou serviços e atendimento que eles prestam. 

5. Analise Seus Fornecedores

Vamos supor que você seja dono ou administrador de um supermercado, ok? 

Os seus fornecedores, então, são os fabricantes ou revendedores de alimentos. Antes de fechar negócio, analise todos os pontos. Os melhores fornecedores precisam oferecer produtos de extrema qualidade

Além disso, claro, precisam ter bons preços, rapidez de produção e entrega, sem contar na abertura para negociações de valores. 

6. Faça Um Plano de Marketing

O marketing tem uma importância enorme para as empresas, independentemente do porte e do segmentos delas. Isso porque ele faz a ponte entre marca e clientes. 

No seu plano de marketing, devem constar a lista de produtos e/ou serviços oferecidos — descreva todas as características deles. Fora isso, cite como eles deverão ser apresentados aos compradores. 

7. Faça Um Plano Operacional

O plano operacional nada mais é do que a descrição da estrutura e capacidade da empresa. 

Sendo assim, é preciso determinar quais e quantos serão os equipamentos utilizados, a quantidade de vendas desejadas em um determinado período, quantos funcionários serão necessários

Fora isso, já monte as tarefas específicas e coloque-as em um fluxo. 

8. Faça Um Plano Financeiro

O penúltimo passo é descrever tudo o que envolve gastos, investimentos e capital de giro.

Nesses três itens entram: compra de produtos e equipamentos, contratação de funcionários e aluguel do espaço físico.

Lembrando que o plano financeiro é a alma do negócio, ele não só ajuda a manter o controle, como também possibilita o alcance de novos objetivos.

Aliás, você pode estabelecer os pontos de chegada por meio do OKR.  

 9. Analise Seu Cenário e Avalie Seu Plano de Negócio

A última parte de como montar um plano de negócio é revisar tudo o que foi escrito. Confira se falta alguma informação e se todos os tópicos estão claros e objetivos. 

Mais do que isso, é muito importante analisar o seu cenário, ou seja, pensar em todas as oportunidades e riscos que a empresa pode ter.

Essa tarefa é fundamental, sobretudo, para criar uma gestão de crise

Afinal, um bom empreendedor ou administrador não deve só ter boas ideias para vendas, mas também saber contornar momentos conturbados. 

No vídeo abaixo, você poderá acompanhar também um passo a passo fornecido pelo Sebrae para montar a sua estratégia:

Qual a Importância de Um Plano de Negócios?

plano de negócios o que é e importância

Depois de saber como fazer um plano de negócios, talvez, você ainda esteja se perguntando da importância disso. 

O documento, além de indicar como o empreendimento pode dar certo, ainda ajuda na tomada de decisões — não importa se o momento é favorável ou não. 

Por que Fazer um Plano de Negócios?

Vale ressaltar, ainda, que o desconhecimento sobre o próprio negócio pode levar à falência logo nos primeiros anos de atividade. 

De acordo com uma pesquisa do Sebrae, nos cinco anos iniciais, muitas empresas quebram por conta de três motivos: falta de planejamento, má gestão empresarial e desalinhamento no comportamento do empreendedor. 

Melhor, então, começar do jeito certo a partir de um plano de negócios, não é mesmo? 

Exemplo de Plano de Negócios


Para te ajudar, mais ainda, a elaborar um plano de negócios, separamos um exemplo do Sebrae.

Em uma espécie de apostila, a entidade mostra várias suposições para cada ponto do planejamento.

Além disso, outra forma de pensar (ou re-pensar) seu modelo de negócios é através do Business Model Canvas

Vale conferir! 

Conclusão


Neste conteúdo, você viu como fazer um plano de negócios. O roteiro, composto por nove passos, ajuda a indicar o quanto um empreendimento pode dar certo.

Fora isso, auxilia na tomada de grandes decisões e na análise de possíveis riscos que a empresa possui. 

Aproveite todo esse conteúdo e comece a montar o seu planejamento quanto antes! Comece do jeito certo! 

Leia também:
+ Objetivos de uma Empresa: o que são e como defini-los? [GUIA]
+ Guia PMBOK: TUDO Sobre as Boas Práticas na Gestão de Projetos!
Fatores Críticos de Sucesso: o que são e como defini-los?

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o que é gestão de crise
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Gestão de Crise: O Que É e Como Superá-la em 9 Passos? [GUIA COMPLETO]

Momentos conturbados podem compor a trajetória de qualquer empresa. Para saber superar, confira o passo a passo de como fazer gestão de crise eficiente!

11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declara pandemia causada pelo novo coronavírus.

A nova realidade, então, se tornou um divisor de águas para empresas do Brasil e do mundo.

Quem sobreviveu e sobrevive, certamente, tem noções sobre gestão de crise.

Isso mesmo... Mais do que saber fazer negócios, é necessário descobrir como atuar em períodos de caos extremos. 

Caso você ainda tenha dificuldades sobre esse assunto, não precisa mais se preocupar. 

A seguir, vamos discutir o passo a passo para determinar uma gestão de crise empresarial eficiente.

Confira!

O Que É Gestão de Crise?


A gestão de crise é o conjunto de estratégias para garantir a sobrevivência das empresas em momentos conturbados.

Essas situações desafiadoras podem ser causadas por diversos fatores internos ou externos, por exemplo: equívoco na fabricação de um produto, crise financeira nacional ou global e, até mesmo, acidentes graves.

Esclarecido o conceito, cabe aqui uma observação muito importante: o plano de contenção precisa ser elaborado antes da crise surgir.

Ou seja, é necessário separar um tempo para prever o que pode dar errado, e já definir saídas de emergência.

É claro que algumas situações não podem ser antevistas, mas, se houver o plano de ação para o básico, você e a sua equipe já estarão um pouco mais tranquilos para o inesperado.

Por exemplo, é certo que ninguém esperava a pandemia causada pelo novo coronavírus em 2020, mas, as empresas que já tinham um planejamento para gestão de crise financeira, certamente, se saíram melhor.

Por Que a Gestão de Crises É Importante Para a Saúde da Empresa?


É preciso ter em mente que, não importa o tamanho e o sucesso de uma empresa, nenhum negócio nunca está livre de períodos conturbados. 

Esse é o primeiro motivo que explica porque a gestão de crise empresarial é tão importante.

Além disso, os impasses podem fazer com a marca perca o valor perante o público-alvo e, até mesmo, à sociedade como todo.

Fora os prejuízos financeiros que podem chegar ao extremo e, assim, acarretar a falência da instituição.

Mais um ponto é que, quando você pensa em gestão de crise, exercita dois aspectos cruciais para a saúde dos negócios: flexibilidade e criatividade.

Como Fazer Uma Gestão de Crise? Confira em 9 Passos

Como montar um plano de gestão de crise?


Chegou a hora de entender como fazer o seu plano para gestão de crise. 

A seguir, confira o passo a passo:

1. Analise o Cenário

Antes de tudo, é preciso olhar e analisar por quais situações emblemáticas a empresa onde você atua pode se deparar.

Depois, pense nos recursos intelectuais, materiais e humanos possíveis para sobreviver.

Quais são as capacidades e ferramentas que você e a sua equipe já têm? O que precisam desenvolver?


2. Terceirize as Demandas

Por mais difícil que seja, os donos de negócios não podem liderar todas as tarefas. Isso só os tornam grandes gargalos centralizadores da empresas.

O melhor sempre é delegar demandas com alinhamento, principalmente em momentos de crise, quando o dono e/ou o CEO precisam ter seus tempos e cabeças focados na análise do cenário, além disso, em grandes tomadas de decisão.

3. Re-planeje com frequência

Lembra que o segredo da gestão de crise é a previsibilidade?
Sendo assim, reveja o plano de contenção com frequência.

Para e pense: será que ele está completo?

Algum fator novo, seja na empresa ou no ambiente externo, pode demandar novos cuidados?

Sem a atualização, a gestão de crise nas empresas pode ir por água abaixo.

4. Alinhe os Objetivos

Depois do estudo do cenário, vem a tarefa de definir e alinhar os objetivos que farão parte da gestão de crise. 

Nesse ponto, é extremamente importante dialogar com todas as equipes de forma clara e objetiva. 

Uma excelente maneira de fazer isso é com a ajuda da OKR, uma ferramenta poderosa que auxilia na transformação de estratégias e propósitos de quaisquer empresas em resultados mensuráveis. 

Mas por onde começar?

Em uma planilha, líderes e times da empresa precisam registrar os objetivos e Key Results.

Após essa definição, é necessário compartilhar os OKRs com todos e, claro, ouvir o que eles têm a opinar e acrescentar. 

Vale destacar que a OKR também proporciona mais agilidade para os profissionais se adaptarem às mudanças. 

5. Tenha Foco

É claro que situações embaraçosas causam muita preocupação e medo.

Mas, na hora da turbulência, aperte os cintos e lembre-se de  que o plano de contenção foi pensado com todo cuidado justamente para garantir a sobrevivência da empresa. 

Com isso em mente, foque na observação do cenário e na rota dos negócios. Qualquer nova direção, na crise, pode exigir de você uma ação rápida. 

6. Capacite a Sua Equipe

Já que um dos segredos é delegar tarefas, consequentemente, é preciso ter profissionais capacitados ao seu lado.

Então, diariamente, divida os seus conhecimentos, incentive workshops na empresa e invista em cursos para os colaboradores. 

E novamente: dê a chance de outras pessoas assumirem e liderarem ações. 

7. Otimize os Seus Processos Internos

Os processos internos indicam como os profissionais devem executar as demandas. 

Mas, para que a bússola realmente funcione, tome cuidado! Os processos devem ser claros, sobretudo, práticos. 

De nada adianta, por exemplo, criar mil critérios, se as equipes não tiverem tempo hábil para segui-los.

Cuidado com o maior vilão de uma empresa: a sua própria burocracia. Menos é mais!

8. Melhore a Comunicação Interna

Como dissemos, para a gestão de crise, a clareza e objetividade são pontos-chaves.

Sendo assim, além de ter um plano de ação muito bem desenvolvido e explicado, incentive o diálogo dentro da empresa. 

É preciso ter reuniões constantes entre todos os profissionais. Além disso, centralize as novas informações corporativas em um só local de fácil acesso, por exemplo, nos e-mails disparados pelo RH. 

Outro cuidado essencial é ser transparente, sendo assim, por mais desafiadora que seja a crise, não omita ou esconda dados e considerações. 

9. Metrifique os Seus Resultados

Mais do que saber definir os objetivos com a ajuda da ferramenta OKR, é imprescindível acompanhar e medir os resultados.

É a tarefa básica de conferir se a realidade está de acordo com o que foi definido no planejamento de gestão de crise. 

Qualquer ponto fora da curva deve ser resolvido o mais rápido possível. 

O Que Faz um Gestor de Crises?

gestão de crise empresarial: o que um gestor deve fazer?

É papel do gestor de crise manter-se a par de tudo o que acontece em todos os níveis empresariais e, dessa forma, fazer a ponte entre diretoria e operacional. 

Também é necessário analisar se os objetivos e demais cuidados do plano de contenção estão são devidamente seguidos. 

Em muitos casos, o gestor de crise empresarial ainda pode se tornar porta-voz da marca.  

Gestão de Crise: Exemplos


Para somar ainda mais ao seu conhecimento sobre gestão de crise, vamos usar dois exemplos de casos, um bem-sucedido e outro não. 

O primeiro é o da Gol Linhas Aéreas. Em 2006, um dos aviões da companhia caiu na Serra do Cachimbo, no Pará.

O acidente causou a morte de 154 passageiros. Já a causa foi a colisão da aeronave da cia com um jato Legacy dos Estados Unidos. 

Na ocasião, a Gol já tinha tudo preparado para lidar com uma crise como essa. 

Dessa forma, houve a prestação de apoio aos familiares de vítimas. Além disso, o presidente da companhia, na época, Constantino de Oliveira Junior, tomou para si mesmo as responsabilidades. 

Isso foi crucial para amenizar a carga negativa que a marca Gol poderia ter. 

Já o exemplo da falta de gestão de crise é o da Cervejaria Backer, localizada em Belo Horizonte.

Em 2019, os consumidores da marca passaram a apresentar problemas graves de saúde, como problemas renais. 

Após uma perícia, a polícia civil mineira identificou a substância dietilenoglicol (solvente orgânico extremamente tóxico) nos tambores de produção da bebida. 

Mesmo após o resultado das análises, a Backer negou que usasse a química, sem, ao menos, considerar a hipótese de sabotagem. 

Além disso, afirmou não ter condições de prestar auxílio médico às vítimas. 

Uma conduta que, obviamente, foi alvo de críticas e, claro, frustrou ainda mais as expectativas dos clientes. 

Qual o Papel do RH em Tempos de Crise?


O RH tem como papel principal manter a comunicação e participação de todos os colaboradores, juntamente com os gestores.

Sem isso, não é possível atravessar o momento conturbado. 

Também é fundamental olhar com ainda mais cuidado para a saúde e bem-estar do colaborador e, caso necessário, pensar em novas formas de trabalho.

Conclusão


Não há dúvidas de que momentos conturbados podem ser vividos por todas as organizações. 

O mais importante é saber prever os dilemas, se possível, e já deixar um plano de gestão de crise pronto. 

Dentro dessa espécie de mapa de ação, alguns aspectos são imprescindíveis, entre eles: transparência e comunicação entre os profissionais, competência de todas as áreas, atuação forte dos gestores e do RH, definição, objetivos e delegação de tarefas. 

Só assim a empresa para a qual você trabalha poderá sobreviver à turbulência e, logo, retomar os números e resultados que tinha antes da crise. 

Aproveite também os exemplos que mostramos para você crescer e ajudar os seus times ainda mais! 

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Guia PMBOK: TUDO Sobre as Boas Práticas na Gestão de Projetos!

Quem possui uma sólida experiência no mercado empresarial não tem dúvidas: a gestão de projetos é fundamental para o dia a dia. E o melhor é que, dentro do gerenciamento, você pode experimentar e ter resultados com diversas teorias. Uma delas é a do Guia PMBOK. 

Se você já ouviu falar sobre esse termo, mas não sabe muito bem como aproveitá-lo, fique tranquilo!

A seguir, vamos tornar o assunto mais simples e, assim, te ajudar a crescer nos negócios. 

Aproveite todas as sugestões! 

Guia PMBOK: O Que É?

Afinal de contas, o que é Guia PMBOK? 

O PMBOK (Project Management Body of Knowledge), traduzido como Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos, como o próprio nome já adianta, é uma espécie de manual para profissionais envolvidos em gestão de projetos. 

Na prática, o guia reúne todas as informações a respeito de teorias, práticas, processos e ferramentas existentes na gestão de projetos. 

Como Surgiu o PMBOK?

O Guia PMBOK para gerenciamento de projetos tem uma longa história.

Isso mesmo, nem sempre a condução das iniciativas e atividades empresariais foi tão clara como é hoje. 

O Guia PMBOK mesmo só teve seu desenvolvimento entre as décadas de 1950 e 1960. 

A ideia e concepção do guia foi do Project Management Institute (PMI), um instituto especializado na gestão de projetos presente em todo o mundo. 

Com o passar do tempo, as técnicas foram aprimoradas. Tanto é que a espécie de roteiro passou por diferentes versões dispostas nos seguintes anos: 

  • 1996: 1ª. edição;
  • 2000: 2ª. edição;
  • 2004: 3ª. edição;
  • 2008: 4ª. edição;
  • 2013: 5ª. edição;
  • 2017: 6ª. edição;
  • 2020: 7ª. edição. 

Com tantas evoluções, sem dúvidas, não faltarão ideias para você começar do zero ou tirar a sua empresa da estagnação no que diz respeito à gestão de projetos

Leia: Como melhorar seu foco em resultado e alcançar seus objetivos.

Como funciona o PMBOK?

Assim como todo excelente guia, o PMBOK mostra todo o passo a passo para a empresa alcançar os objetivos. 

Dessa forma, ele faz o seguinte: 

  • define o que é preciso ter em uma gestão de projetos;
  • promove uma investigação para gerar conhecimentos;
  • explora suas próprias certificações para tornar o gerenciamento de projetos ainda mais profissional. 

Para Que Serve o Guia PMBOK?

Como já explicamos o que é Guia PMBOK, chegou a hora de mostrar como ele agrega valor ao cotidiano profissional. 

O PMBOK, por meio de padrões, deixa claro quais são as melhores maneiras de planejar e acompanhar o andamento de projetos. 

Mas isso não significa que você precise seguir tudo à risca, até porque, a aplicação das normas precisa variar de acordo com o segmento empresarial. 

Sendo assim, antes de começar a praticar tudo o que está no guia, avalie as características da sua instituição e de cada projeto. 

Por Que o PMBOK Não É Uma Metodologia?

Apesar de parecerem muito semelhantes, os termos guia e metodologia são completamente diferentes. 

E é preciso deixar claro a distinção para ninguém aprender ou, até mesmo, aplicar a gestão de projetos de forma equivocada. 

A metodologia é uma orientação que expõe elementos a serem seguidos obrigatoriamente. Caso contrário, não é possível chegar aos objetivos estabelecidos. 

Já o guia, por sua vez, é um roteiro a ser ajustado conforme a realidade e as necessidades da empresa. 

Ou seja, um é totalmente fechado e prescritivo e o outro mais flexível. 

Onde e Como Aplicar o Guia PMBOK?

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As orientações do Guia PMBOK podem ser usadas nos mais diversos tipos de projetos. 

Muitas empresas têm especialistas no PMBOK que geralmente são certificados PMP (Project Management Professional).

Dessa forma, podemos concluir que o especialista em PMBOK reúne o maior número de informações sobre gerenciamento de projetos. Isso para apoiar as atividades e, também, deixar dados e passos mais expostos e claros para a empresa toda. 

Quais São os Principais Benefícios do PMBOK?

O Guia PMBOK proporciona muitas vantagens para instituições de quaisquer nichos. 

De forma geral, ajuda a estruturar e fazer com que a gestão de projetos não saia dos trilhos. 

Os pontos positivos são os seguintes: 

  • controle e monitoramento dos projetos;
  • maior percepção sobre riscos e gestão dos mesmos;
  • utilização mais eficiente de recursos e ferramentas; 
  • melhora da capacidade de comunicação dos times;
  • definição de padrões e fluxos de atividades;
  • maiores possibilidades de sucesso com os projetos. 

Como o Guia PMBOK e o OKR Serão Fortes Aliados em Sua Estratégia?

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Você se lembra que, lá no começo, dissemos que a gestão de projetos é fundamental para os negócios e, dentro dela, há muitas formas de atuação? 

Pois bem, você tem a opção de usar não só o PMBOK como, também, o conceito de OKR. 

Os Objectives and Key Results (objetivos e resultados-chave) são essenciais para a empresa definir todos os objetivos e, ainda, os indicadores de sucesso. 

Infelizmente observamos empresas a todo instante priorizando projetos sem saber ao certo que retorno eles terão. OKR é uma ótima ferramenta para isto, pois os projetos devem ajudar a movimentar os números estabelecidos nos Key Results.

Para complementar isso e acelerar o caminho até o topo, o PMBOK é mais do que necessário, afinal, sugere as boas práticas diárias em projetos. 

Ou seja, primeiramente, você determina onde quer chegar e, depois, define de qual forma será o trajeto. 

O OKR é uma metodologia que gera foco e agilidade na empresa. Confira nosso Curso Introdutório Gratuito de OKR

Conclusão

Em um mercado sempre tão competitivo, de fato, é preciso se reinventar a todo instante. 

Mas, dentro de uma empresa, isso só é possível quando você reúne forças. É preciso realmente deixar os objetivos dos negócios muito claros e as formas de alcançá-los também. 

Nesse ponto, o Guia PMOK é uma excelente solução, pois define padrões para a gestão de projetos. 

Além disso, você pode explorar o conceito de OKR que dá orientações sobre como estabelecer objetivos e comunicá-los a todos. 

Com esses dois pilares, certamente, você poderá mudar o cenário da sua empresa para muito melhor. 

Não perca mais tempo e aplique as teorias e práticas agora mesmo!

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Gestão Estratégica: O que é, Conceito e Como Planejar | GUIA

Uma das perguntas mais frequentes quando se fala de gestão estratégica é: “Quais são os fatores que contribuem para o sucesso de uma empresa?”.

Neste artigo eu falo um pouco sobre a diferença entre estratégia e gestão estratégica, e como OKR pode ser uma poderosa ferramenta para transformar a estratégia em resultados. 

O Que É Gestão Estratégica?

Antes de compreendermos o termo gestão estratégica, é importante que o conceito de estratégia esteja claro. E o que é estratégia?

O Que É Estratégia?

Certamente esta é uma disciplina que contém uma infinidade de livros e artigos publicados.

Por mais que você possa encontrar diversos posts tentando definir o que é estratégia, a verdade é que não existe uma definição única e formal para esta palavra. Da mesma forma, não existe um consenso sobre como construir uma estratégia vencedora.

Michael Porter (autor de "Competitive Strategy", um dos livros mais respeitados sobre estratégia) diz que uma empresa cria vantagem competitiva sustentável quando decide escolher um conjunto diferente de atividades para entregar valor único.

Em resumo, estratégia é sobre fazer escolhas para se posicionar de forma única na sua indústria, gerar valor superior aos concorrentes, competir e vencer no mercado.

Treinamento de OKR introdutório e gratuito
Como obter alinhamento, foco e agilidade com OKR

Infelizmente, quando conversamos com gestores e executivos de diversas organizações, vemos que muitas empresas não têm uma estratégia clara. 

Líderes e times estão mergulhados no fazer, investindo pouco ou nenhum tempo em pensar a estratégia e comunicá-la claramente para todos os times.

Além disso, ainda existem algumas crenças sobre o termo estratégia que acabam dificultando a sua definição e comunicação dentro de uma organização. A seguir eu listo algumas dessas crenças:

Lista de crenças sobre o que é estratégia:

  • “Estratégia é a visão e a missão da empresa”;
  • “Estratégia é o plano que mostra o que iremos fazer e quando”;
  • “Não é possível traçar uma estratégia de médio-longo prazo pois o mercado muda muito rápido.”;
  • “Estratégia é otimizar o que fazemos hoje e seguir as melhores práticas”.

Nenhum desses itens diz sobre as escolhas feitas por uma empresa. Alguns deles podem até ser considerados elementos da estratégia, como a visão e missão, mas não são escolhas explícitas.

Ao seguir essas crenças sobre estratégia, a empresa pode até obter melhorias operacionais de eficiência, mas nenhuma delas mostra que os líderes estão fazendo escolhas sobre como irão competir e vencer no mercado (eficácia).

Lembre-se: estratégia é sobre fazer escolhas.

Gestão Estratégica Escolhas


Uma boa estratégia requer líderes que estejam dispostos e sejam capazes de dizer “não”. É tanto sobre o que uma organização “não faz” quanto sobre o que ela “faz”.

Segundo A. G. Lafley (ex-CEO da Procter & Gamble) e Roger Martin (Rotman School of Management), algumas perguntas devem ser respondidas durante a elaboração da estratégia. São elas:

1 - O Que Motiva a Empresa a Fazer o Que Faz? Quais São Suas Aspirações?

Esta é a primeira pergunta que deve ser respondida. Ela define qual é o futuro ideal que a empresa está buscando. Liderar o market-share de um dado produto em um dado estado ou país é um exemplo disto. 

Um outro exemplo poderia ser manter a atual liderança de um outro produto em um determinado segmento de clientes.

De fato, definir essas intenções gera uma clareza muito grande para tudo que vem depois e ajuda as equipes a tomarem as melhores decisões com relação a serviços, produtos e iniciativas.

2 - Onde a Empresa Irá Competir?

Em quais regiões, categorias de produtos, segmentos de clientes, canais, verticais da indústria, etc, a empresa irá competir? Esta é outra pergunta fundamental, pois ela define qual será o “campo de batalha”.

Uma empresa pode definir, por exemplo, que irá competir nos mercados emergentes, enquanto outra pode decidir atuar somente em seu país de origem.

3 - Qual a Nossa Proposta de Valor e Nossa Vantagem Competitiva?

Uma vez que a empresa define em que campo irá competir, é preciso definir como ganhar o jogo. Não existe uma “fórmula mágica” sobre como fazer isso.

Porém, para definir como “ganhar o jogo”, é preciso ter clareza sobre o que irá possibilitar a criação única de valor e a entrega sustentável deste valor para os clientes de forma diferenciada em relação aos concorrentes.

Este conceito, segundo Michael Porter, chama-se vantagem competitiva.

Gestão estratégica Porter

Michael Porter

"Vantagem competitiva é a maneira única e específica que uma empresa utiliza suas vantagens para gerar valor superior para um cliente ou consumidor e, como consequência, gerar retorno superior para o negócio.."

Alguns exemplos de decisões tomadas nesse sentido:  

  • Reformulação de produtos;
  • Aumento significativo na qualidade;
  • Adoção de novas tecnologias de produtos;
  • Desenvolvimento de novos produtos;
  • Elaboração de novas marcas através de campanhas de marketing poderosas;
  • Novas formas de precificação;
  • Parcerias com stakeholders.

4 - Quais Capacidades Organizacionais a Empresa Irá Precisar para Vencer?

Esta pergunta tem relação com abrangência e com a qualidade das atividades e competências que irão possibilitar a empresa de vencer no campo escolhido.

Exemplos de capacidades:

  • Inovação em produtos (com base nas necessidades dos clientes);
  • Compreensão de novos segmentos de clientes e seu comportamento;
  • Capacidade de construção da marca;
  • Go-to-market (canais e relacionamento com consumidores);
  • Capacidade de escalar o negócio.

Para endereçar esta pergunta, muitas empresas têm feito parcerias com organizações que ajudam a acelerar a inovação, sejam empresas de design, tecnologia, marketing, etc, formando assim uma rede interna e externa que fortalece o desenvolvimento de suas capacidades.

5 - Quais sistemas de gestão e mensurações serão necessários?

De nada adianta definir uma estratégia se ela não é suportada e mensurada. Esta quinta pergunta é igualmente importante, pois responde de que forma a empresa irá suportar e medir a estratégia.

Exemplos de elementos que ajudam a definir este tema:

  • Desenvolvimento de líderes;
  • Sistema de mensuração de indicadores que refletem a estratégia;
  • Sistema de gestão de objetivos e resultados chave (OKR).

Aqui, a empresa deve garantir que exista um mecanismo eficiente de comunicação da estratégia para todos os times e que eles estejam aptos a contribuir da melhor forma.

Qual o Conceito de Gestão Estratégica?

Quando falamos de gestão estratégica, nos referimos ao conjunto de atividades e processos contínuos para coordenar e alinhar recursos e ações com a missão, visão e estratégia. 

Uma definição de gestão estratégica dada pelo site Investopedia é “o gerenciamento dos recursos de uma organização para atingir suas metas e objetivos”. 

Portanto trata-se de uma iniciativa para definir claramente os objetivos do seu negócio, entender sua concorrência, avaliar as operações, formar estratégias e garantir que essas estratégias sejam implementadas de forma eficaz.

Essas atividades transformam o plano em um sistema que fornece feedback de desempenho para a tomada de decisões.

Embora não haja uma definição formal amplamente aceita, podemos dizer que os elementos principais da gestão estratégica incluem:

  • Propósito e missão da empresa;
  • Objetivos estratégicos e planos para atingi-los;
  • Implementação dos planos;
  • Monitoramento e avaliação do desempenho e ações corretivas.

Na teoria isso pode parecer uma receita de bolo. Mas na prática, quando falamos de gestão estratégica, nos referimos a um processo que muitas vezes não é linear, mas iterativo e fluido

Em resumo, a gestão estratégica é o processo contínuo de planejamento e análise de todos os aspectos necessários para que uma organização atinja seus principais objetivos.

Há Diferença entre o Planejamento e Gestão Estratégica?

Uma dúvida frequente entre gestores é a diferença de planejamento estratégico e gestão estratégica. 

Tradicionalmente define-se planejamento estratégico como uma atividade que tem como objetivo definir prioridades, alocar esforço e recursos, garantir que os colaboradores e outras partes interessadas estejam trabalhando de forma alinhada rumo a objetivos comuns e avaliar e ajustar a direção da organização em resposta às mudanças.

Ou seja, o planejamento estratégico define para onde a empresa deve ir, as ações necessárias, e também como ela saberá se será bem-sucedida.

Em geral, o resultado do planejamento estratégico é o plano estratégico:  um documento que comunica para todos os times quais são os objetivos e ações definidas.

Gestão Estratégica Xadrez


Principais desafios da gestão estratégica

Um diálogo estratégico é sobre como iremos realizar nossos objetivos de crescimento nos próximos meses ou anos. 

Uma pesquisa recente realizada com diferentes gestores solicitou que eles listassem as prioridades estratégicas da sua empresa. O resultado foi assustador...

Apenas 25% dos gerentes pesquisados conseguiram listar três das cinco prioridades estratégicas da empresa. Pior ainda, um terço dos líderes encarregados de implementar a estratégia da empresa não conseguia listar nem mesmo um.

Esses resultados são típicos não apenas na indústria de tecnologia, mas em uma série de empresas que estudamos. Por isso, definir uma estratégia e comunicá-la é tão importante. 

Isso nos leva ao próximo tópico: pessoas.

É Importante a Gestão Estratégica de Pessoas neste Processo?

Gestão de pessoas é algo que deve caminhar junto com a estratégia da organização. Independente da estratégia que a empresa adote, ela somente será transformada em resultados através das pessoas. 

Eu acredito que as pessoas são os maiores ativos de qualquer empresa. Por isso, a disciplina “gestão de pessoas” que é bastante antiga, precisa se reinventar para ser cada vez mais estratégica, ao invés de atuar de forma isolada. 

É através das pessoas e dos comportamentos do dia a dia que podemos desenvolver uma cultura organizacional saudável que engaje as pessoas nas suas atividades rumo à realização da estratégia. 

Porém, se a estratégia não está clara, como iremos saber que cultura construir ou que comportamentos e habilidades desenvolver? Uma coisa está ligada à outra.

Qual é a Importância da Gestão Estratégica de Negócios?

Investir tempo pensando a estratégia do negócio é crucial para garantir a sobrevivência e o sucesso da empresa.

Imagine uma empresa cujo principal produto está com as vendas em queda e a imagem da marca está estagnada, perdendo competitividade e clientes. O que fazer? Planejar um projeto?

Não! É preciso pensar a estratégia. A empresa só vai virar o jogo se tiver uma abordagem clara e bem definida para o produto. Essa abordagem só vai ser criada se algumas escolhas forem feitas (algumas delas certamente serão escolhas difíceis e desafiadoras).

Quais São as Etapas de um Processo de Gestão Estratégica?

Tipicamente um processo de gestão estratégica se dá em 3 etapas: 

  • Diagnóstico;
  • Formulação;
  • Implantação.

Podemos considerar o “acompanhamento dos resultados” como uma quarta etapa, que no fundo acontece ao longo de todo o processo.

Framework da Gestão Estratégica

As etapas citadas acima se inspiram muito no ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act). E não é à toa, dado que o planejamento estratégico não é algo linear.

Vejamos um pouco mais sobre cada etapa.

Diagnóstico

No diagnóstico, a empresa identifica a missão, o propósito e os seus principais valores, dando clareza à sua filosofia de gestão. 

Além disso, a empresa avalia o ambiente externo, o ambiente interno e também as partes interessadas (stakeholders) e suas implicações para a organização.

Os objetivos e estratégias de negócios são levantados e avaliados em termos de sua consistência. Aqui é preciso principalmente identificar e avaliar as estratégias atuais, já que você pode propor alterações a elas na fase seguinte de formulação.

Principais Perguntas para Responder no Diagnóstico Estratégico

A seguir algumas perguntas para ajudar a fazer um diagnóstico estratégico:

  • Temos uma proposta de valor clara? Ela está sendo comunicada?
  • Conhecemos nosso mercado e sabemos exatamente qual a nossa posição nele?
  • Como estão nossos processos internos?
  • O que nos ameaça hoje? E no futuro?
  • Conseguimos identificar e aproveitar oportunidades?
  • Quais nossos pontos fortes e fracos?
  • Como reagimos/adaptamos às mudanças do mercado? 
  • Qual nosso maior diferencial competitivo?
  • Como é a qualidade dos nossos produtos/serviços?
  • Qual é o grau de agilidade para atender nossos clientes?
  • Qual é o nível de satisfação dos nossos clientes?
  • Há novos competidores surgindo no mercado? Os concorrentes estão melhor posicionados?

Formulação

A etapa de formulação inclui a criação de estratégias sobre como a empresa deve operar e competir. Para isto, as cinco perguntas citadas anteriormente são de grande valia na formulação da estratégia.

Implantação e Acompanhamento

O melhor plano do mundo é inútil se não for implementado com sucesso. Ainda mais porque ele será desafiado em seu primeiro contato com a realidade. 

A implantação consiste de ações necessárias para realizar a nova estratégia escolhida: o que deve ser feito, como será feito, quem o fará, quando será feito, onde isso será feito e por que o estamos fazendo dessa maneira. 

Existe uma série de ferramentas que podem auxiliar na implantação, tais como OKR, 5W2H e BSC.

Principais Ferramentas para ter Resultados em seu Gerenciamento Estratégico

Quais as ferramentas mais conhecidas para auxiliar na gestão estratégica? Vejamos a seguir as principais.

Análise SWOT

Esta é uma das mais populares ferramentas de planejamento estratégico. A análise SWOT, através de sua matriz SWOT, auxilia na identificação de pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças relacionadas à concorrência ou ao planejamento de suas iniciativas.

A sigla SWOT significa:

  • Strength (Força);
  • Weakness (Fraqueza);
  • Opportunities (Oportunidades);
  • Threats (Ameaças).

É importante dizer que quanto mais dinâmico o seu mercado e ambiente, mais frequentemente a matriz SWOT deve ser revisada.

Balanced Scorecard (BSC)

O Balanced scorecard (BSC), é uma das mais conhecidas ferramentas de planejamento estratégico. Certamente seu principal valor está no fato de ele possibilitar uma correlação entre resultados financeiros e opções estratégicas não financeiras.

Esta ferramenta sugere 4 perspectivas de planejamento, conforme abaixo: 

  • Financeira;
  • Cliente;
  • Processos internos;
  • Crescimento e aprendizagem.

As quatro perspectivas ajudam a empresa a “balancear” seus objetivos estratégicos, evitando foco excessivo no lado financeiro, o que pode ser bastante prejudicial para o negócio.

PDCA

Considerado um dos conceitos chave da manufatura lean, o ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act) ajuda a trazer melhores resultados para um processo de melhoria ou mudança organizacional. 

Também chamado de Ciclo de Deming ou Ciclo de Shewhart, o ciclo PDCA representa uma sequência de 4 passos que se repetem em loop. Eles têm o objetivo de gerar melhoria contínua, maior qualidade e aprendizado para que a empresa possa atingir seus objetivos.

A seguir eu listo o que significa cada letra deste acrônimo:

  • P - Plan: etapa de planejamento na qual ocorre a definição do problema e hipóteses sobre possíveis causas e soluções;
  • D - Do: etapa de execução - a implementação;
  • C - Check: verificação e avaliação dos resultados;
  • A - Act: ação - se os resultados não forem satisfatórios retorna-se ao planejamento.

OKR (Objectives & Key Results)

Se a sua empresa já aplicou todas as ferramentas acima e ainda assim...

  • não existe alinhamento entre times;
  • não existe alinhamento dos times com a estratégia da empresa;
  • os times tem muitas iniciativas em andamento ao mesmo tempo devido à falta de foco;
  • o nível de engajamento vem caindo mês após mês;
  • os principais resultados para o negócio não vêm sendo atingidos.

...então você deve considerar OKR.

OKR é uma ferramenta que ajuda a empresa a definir e alcançar benefícios mensuráveis para o negócio e para os clientes. Um OKR é composto por um objetivo e um conjunto de 2 a 5 Key Results.

O objetivo é uma descrição qualitativa de algo que você quer atingir. Ele é representado por uma descrição clara, qualitativa e aspiracional que representa o que a empresa ou o time deseja melhorar.

Já os Key Results definem como você irá medir que está progredindo rumo ao objetivo. Abaixo um exemplo de um OKR:

Objetivo: Encantar os consumidores dos nossos produtos

  • Key Result 1: Aumentar a taxa de usuários ativos mensais de 5000 para 15000;
  • Key Result 2: Aumentar a taxa de retenção de clientes em 25%;
  • Key Result 3: Aumentar o NPS (Net Promoter Score) de 50 para 62.
Gestão Estratégica OKR


Por Que o OKR Trará Melhores Resultados em Sua Gestão Estratégica de Negócios

De nada adianta uma estratégia muito bem desenhada se as equipes não têm como mensurar o sucesso. OKR é sobre definir boas métricas e direcionar os esforços para atingir benefícios baseados nessas métricas.

Não é à toa que a maior parte das empresas de tecnologia de ponta têm OKR como parte do seu DNA, da sua cultura. Cada vez mais empresas de diferentes setores e indústrias estão adotando esta ferramenta tão poderosa.

Com OKR sua empresa adquire alguns “superpoderes” como foco, alinhamento e agilidade, aumentando exponencialmente as chances de sucesso do negócio.

Gestão Estratégica: Exemplos Para Construir uma Estratégia Baseada em Dados

Para que as conversas sobre a estratégia e objetivos da empresa sejam eficazes, é preciso ter algum tipo de framework para comunicar e estruturar o trabalho.

Isso pode ser feito, por exemplo, em um documento de 1 página que conterá os objetivos, metas, um resumo da estratégia e as principais mensurações para a empresa ou unidade de negócio.

A tabela abaixo ilustra um exemplo simplificado deste documento, com base no trabalho feito por A.G. Lafley na P&G:

Objetivos

Estratégia

Medidas

Melhorar as vidas das famílias fornecendo produtos para xyz…

Ser líder no segmento X na América do Norte

Onde competir:

- Ser líder na américa do norte

- Aumentar a margem de liderança dos produtos A e B

- Se tornar líder de vendas nos supermercados e canais de desconto em massa

- Desenvolver segmentos de clientes X e Y


Como vencer:

Ter uma operação lean:

- Redução do inventário em X%

- Atingir gastos com fábricas/equipamentos de X% das vendas


Ser a escolha dos consumidores.


Ser a escolha de varejistas.

- Progresso do crescimento de share de vendas.

- Progresso do crescimento da lucratividade.


Medidas de eficiência:

  • eficiência de capital
  • giro de estoque

Medidas de preferência do consumidor:

  • intenção de compra
  • Compra
  • Fidelidade

Medidas de feedback dos varejistas:

  • distribuição
  • share-of-shelf
  • share-of-merchandising

Metas

  • TSR (Total Shareholder Return) YoY maior que X%

  • Crescimento anual de share e vendas de X%

  • Melhoria na margem de lucro operacional de X%

  • X% de retorno no investimento em equipamento de fábricas

 

Concluindo, estamos vivendo uma era de grande incerteza e volatilidade. Pensar na estratégia nesses tempos requer atenção plena e constante ao mercado e ao comportamento dos clientes. 

De fato, para ter sucesso empresas devem desenvolver capacidades internas para perceber o que está acontecendo em seu ambiente e se adaptar às mudanças rapidamente. 

Porém, este processo de adaptação não é mecânico. É um processo sistêmico e holístico que requer um modelo mental e uma cultura ágil por parte de todos na organização, somado a um processo de pensamento estratégico, planejamento, definição de objetivos e aprendizado.

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Gestão

Fatores Críticos de Sucesso: o que são e como defini-los?

Afinal, quais são os fatores que contribuem para o sucesso de uma empresa? Se essa é uma pergunta que não sai da sua cabeça, você está no lugar certo. Neste conteúdo, vamos te apresentar os Fatores Críticos de Sucesso ou FCS.

A partir disso, fica mais fácil tomar grandes decisões assertivas e, consequentemente, ter resultados excelentes. 

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Fatores críticos de sucesso (FCS): o que são?

Os Fatores Críticos de Sucesso funcionam como pilares que permitem a construção e a expansão de uma empresa. Eles realmente atuam como grandes impulsionadores. 

Então, imagine que os FCS são como catapultas, ou alavancas, nas quais você coloca produtos e serviços e, assim, consegue direcioná-los para o alto.  

Apesar da imensa importância, muitos empreendedores e diretores desconhecem esse conceito, o que pode colocar os negócios em risco. 

Para evitar que isso aconteça, continue a leitura e descubra mais sobre o FCS em empresas, projetos, produtos e nichos!

Como surgiram os fatores-chave de sucesso?

O método FCS foi implantado no mundo dos negócios por D. Ronald Daniel, por volta de 1960, quando ele falava de gestão de informação para diretores e gerentes. 

Vale saber, também, que Daniel, nascido nos Estados Unidos, foi um grande sócio e diretor da Consultoria McKinsey & Company. 

Desde então, empresas do mundo inteiro passaram a explorar a ideia do FCS

Hoje, é possível usar os fatores-chave de sucesso em empresas e projetos dos mais variados portes e segmentos. 

Mais adiante, veremos alguns exemplos gerais e também mais específicos para você ter ainda mais inspirações.

Fatores críticos de sucesso para empresas

De modo geral, os fatores críticos de FCS empresariais podem ser os seguintes: 

  • reconhecimento sobre o mercado;
  • habilidades técnicas; 
  • facilidade com o controle de custos;
  • bom relacionamento com fornecedores;
  • expertise em logística;
  • uso de equipamentos de excelência;
  • desenvolvimento de linhas de produtos e serviços;
  • criação de campanhas de divulgação;
  • entre outros. 

Não tenha dúvidas: o modo como esses elementos são trabalhados pode significar o sucesso ou o fracasso de uma empresa

Então, quanto mais você souber sobre eles e, claro, da missão, valores e cultura da organização, melhor.

Exemplos gerais de fatores críticos de sucesso

Em uma empresa que presta manutenção e consultoria de tecnologia, por exemplo, podemos citar os seguintes fatores chave de sucesso:

  • atendimento ao cliente;
  • localização;
  • gestão de preço;
  • qualidade dos serviços;
  • parceria com fornecedores;
  • segmentação de público-alvo;
  • e mais. 

Já para o segmento de hotelaria, os fatores-chave de sucesso são: 

  • custo-benefício do hotel;
  • acomodações confortáveis;
  • atendimento ao público;
  • higiene dos quartos e das áreas comuns;
  • entre outros. 

Escolhemos dois casos muito diferentes, justamente para você ver como o método FCS é democrático, ou seja, ajuda inúmeras empresas e negócios.

Exemplos específicos de fatores críticos de sucesso

Já no caso de FCS específicos, podemos encontrar os seguintes casos: 

  • indústria de computadores — inovação e facilidade de uso dos equipamentos;
  • indústria automobilística — estilo do meio de transporte, equilíbrio de custo para a produção e economia de combustível;
  • indústria farmacêutica — expertise sobre os processos, capacidade técnica e reconhecimento de qualidade;
  • indústria alimentícia — alta capacidade de inovação, distribuição e divulgação dos produtos;
  • centros de ensino — conhecimento e competência dos educadores, quantidade e qualidade da base que corresponde aos alunos e futuros educandos. 
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Afinal, o que é um fator chave de sucesso em um projeto?

Além de ajudar no desenvolvimento em si da empresa, os FCS também são extremamente funcionais para a saúde dos projetos. 

Dessa forma, os pontos-chave indicam como está o andamento das atividades e, logo, se tudo está dentro do esperado ou se é necessário mudar os planos. 

Confira o que é considerado como um fator de sucesso em projetos

  • planejamento e controle — objetivos claros, controle e acompanhamento das demandas e gestão de riscos;
  • natureza do projeto — valor do projeto, expertise em tecnologia e definição de complexidade;
  • pessoas — comunicação transparente, feedbacks constantes, gerência de projetos; quantidade de colaboradores suficiente, liderança e motivação para a equipe;
  • stakeholders — diferentes pontos de vista, apoio da diretoria, participação de clientes e bom papel desempenhado por fornecedores; 
  • meio externo — sistema de informação confiável; adaptação e cultura da empresa, ferramentas e métodos de gestão para os projetos; entendimento do ambiente do projeto e estabilidade política. 

OKR e fatores chave de sucesso em um planejamento estratégico: como tirar vantagem

Nunca é demais lembrar a importância dos OKRs para o sucesso das empresas, não importa os segmentos em que elas atuam. 

Isso porque os Objectives and Key Results ajudam a definir os objetivos mais importantes e a analisar resultados conquistados de forma mensurável

Tudo isso com base em foco, colaboração e alinhamento entre todas as áreas da empresa. 

Já a estratégia da empresa e os FCS são elementos importantes para o exercício de definição de OKRs. 

Uma estratégia clara define o que torna seu produto único em relação aos concorrentes, 

que problemas seu produto está resolvendo para seus clientes e quais são as proposições de valor essenciais que definem seu produto ou serviço.

Porém, uma das maiores dificuldades das organizações em todo o mundo é transformar sua estratégia em benefícios mensuráveis, ação e resultados. É justamente aí que OKR faz a diferença.

Não existe uma ordem cronológica exata para a definição da estratégia, OKRs e fatores críticos de sucesso. 

Em algumas empresas, o planejamento estratégico ocorre junto com o exercício de OKR. Já em outras, a estratégia é revista com alta frequência, assim como os OKRs, devido à alta volatilidade do mercado. 

Checklist para determinar os fatores chave de sucesso em projetos

Depois de saber os Fatores Críticos de Sucesso, enfim, chegou a hora de entender como determinar esses pilares. Veja! 

Primeiramente, lembre-se sempre de focar em elementos que os clientes enxergam como diferenciais. Só assim você sairá à frente da concorrência. 

Depois, identifique o seu nicho de atuação e quais públicos deseja atender. Com isso, veja quais são os atributos que a sua empresa consegue ter um desempenho superior. 

Para ficar ainda mais fácil, utilize uma tabela! 

Nela, escreva os fatores-chave possíveis, coloque o nome da sua empresa e, também, as dos concorrentes. 

O próximo passo é analisar fator por fator de cada empresa (incluindo a sua) e atribuir notas

Você chegará à conclusão de quais são os seus FCS mais interessantes e, além disso, quais concorrentes têm a ação mais parecida com a sua. 

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Conclusão

Em qualquer empresa, a necessidade de inovação é infinita. Afinal, quem mais surpreende o público, dispara na frente da concorrência e chega à marca do sucesso

Mas, se no momento, te faltam novas ideias para começar do zero ou prosseguir, os Fatores Críticos de Sucesso (FCS) irão te ajudar. 

Analise os pontos altos que a sua empresa possui. Além disso, não se esqueça de ter os OKRs e o planejamento estratégico bem desenhados! 

Leia também: Entenda o que são Indicadores de Desempenhos e como utilizá-los

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Gestão

Competências Organizacionais: Tipos e Como Criar [GUIA]

Todo mundo sabe que, o sucesso de qualquer empresa, não depende apenas do CEO e da diretoria. Cada colaborador tem, sim, potencial transformador. Mas, afinal, como fazer a diferença? É sempre muito válido observar a si mesmo e o trabalho ao seu redor. Nesse exercício, você pode ter o insight das competências organizacionais. 

Essas duas palavras significam a base do negócio para que ele caminhe em equilíbrio. A partir disso, obviamente, fica muito mais fácil chegar ao topo. 

Quer saber mais? 

Então, aproveite este conteúdo feito especialmente para você que deseja ajudar os seus liderados e a empresa como um todo! 

Destrave o potencial da sua empresa e conquiste melhores resultados. Inscreva-se agora em meu treinamento introdutório de OKR gratuito.

O que são Competências Organizacionais?

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Antes de tudo, é importante entender perfeitamente a junção das duas palavras. 

Então, qual o conceito de competência organizacional?

É o conjunto de conhecimentos e habilidades coletivas de uma empresa para gerar benefícios para o negócio e para os clientes. Dentro desse contexto, podem estar os seguintes elementos: 

  • cultura, valores e missão;
  • modelo de negócio;
  • produtos;
  • processos e projetos;
  • gestão de pessoas;
  • entre outros. 

Tudo isso envolve todas as áreas da instituição. Mais do que isso, as competências promovem o destaque da empresa no mercado e, consequentemente, o grande sucesso. 

Competências Organizacionais e Profissionais: há diferença?

É muito comum haver confusão entre competências organizacionais e profissionais. Mas vale ressaltar que há, sim, diferença entre os dois tipos. 

As competências profissionais são aquelas atribuídas individualmente. Por exemplo, um analista de RH precisa ter

  • boa comunicação;
  • capacidade analítica;
  • visão humana sobre indivíduos e processos;
  • empatia;
  • conhecimento a respeito de departamento pessoal;
  • entre outros atributos. 

Já as competências organizacionais são aquelas pensadas e praticadas em conjunto — seja por uma equipe ou pela empresa toda — de modo a alcançar os objetivos maiores

Os líderes e a direção da empresa precisam estar atentos às duas variações, uma vez que elas fazem parte da gestão de competências. 

Então, na hora de fazer uma contratação ou, ainda, de definir processos para o time, tenha a certeza de que todos estão remando para a mesma direção. 

Como criar competências de forma estratégica?

O desenvolvimento de competências depende de uma visão macro. 

Desse modo, analise quais são as habilidades e formas de operação praticadas, hoje, e quais são os resultados esperados. Faça uma comparação entre eles.

O que falta para chegar a uma rotina mais eficiente e, consequentemente, a resultados melhores? 

Pode ser que você, por exemplo, tenha que redefinir ou fazer pequenos ajustes nos produtos e/ou serviços oferecidos. 

Muitas vezes, as empresas também precisam ir ainda mais fundo… 

Existem casos em que é interessante fazer uma nova pesquisa de mercado, mudar ou ajustar o público-alvo, o planejamento estratégico, etc

Tipos de Competências Organizacionais

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Não basta saber o que é competência organizacional, também é necessário ter em mente que há três variações e, claro, você também precisa conseguir diferenciá-las. Veja!

Competências Organizacionais Básicas

São chamadas assim aquelas que garantem a existência e manutenção da empresa. Sendo assim, fazem parte da base dos negócios.

Competências Organizacionais Essenciais

Já as competências essenciais referem-se à invenção de determinado produto ou serviço

Competências Organizacionais Seletivas

Por sua vez, as seletivas fazem parte do diferencial da empresa. Ou seja, são os pontos que colocam o negócio à frente da concorrência, e fazem com que os clientes reconheçam valor. 

Exemplos de Competências

Vamos usar dois exemplos para dar ainda mais clareza sobre o assunto. 

O primeiro caso é de uma empresa prestadora de transporte individual por aplicativo. 

Nesse caso, a competência essencial está ligada à inovação do serviço de transporte urbano acionado por app próprio. 

Já as competências seletivas podem ser, por exemplo: menor custo de corridas, cuidado maior no atendimento dos motoristas e a maior disponibilidade de carros — tudo aquilo que outras empresas do ramo não tenham. 

O segundo exemplo é o de banco digital. 

Nesse exemplo, a competência essencial é a criação de serviços bancários feitos, exclusivamente, pela internet. 

As competências seletivas podem ser, por exemplo: rapidez na liberação da conta para novos clientes, maiores taxas de rendimento de poupança, maior número de TEDs e DOCs gratuitos — desde que todos esses não sejam oferecidos pela concorrência. 

Competência Organizacional e OKR: Como se completam?

Vale sempre lembrar que os OKRs são formados por objetivos e resultados-chave. O primeiro, então, funciona como um destino (onde queremos chegar), já o segundo é como se fosse um GPS que guia até o local desejado, corrigindo a sua rota no caminho. 

A empresa que consegue definir os OKRs, consequentemente, tem mais clareza para o desenvolvimento de competências básicas, essenciais e seletivas

Afinal, quando se sabe onde e como chegar, fica mais fácil definir as habilidades e competências de toda a empresa. 

Como as empresas vêm lidando com o Desenvolvimento e Gestão de Competências

De acordo com o livro “Competindo Pelo Futuro: Estratégias Inovadoras Para Obter o Controle do seu Setor e Criar os Mercados de Amanhã”, escrito pelos administradores, C. K. Prahalad  e Gary Hamel, as empresas até sabem o que elas têm como principal benefício. 

Mas, apesar disso, costumam ter dificuldades na hora de alinhar competências com o desenvolvimento de produtos e serviços competitivos. 

Sendo assim, as instituições reconhecem a necessidade de focar em pontos fortes, só que não conseguem traçar uma rota até os objetivos. 

Então, se você souber praticar as competências organizacionais, já pode garantir uns pontos à frente da concorrência

Dicas para desenvolver Habilidades Organizacionais Vencedoras

Além da visão macro e, muitas vezes, do ajuste de modelo de negócios, visão, valores e cultura da empresa, também vale praticar outras ações. 

Aposte mais no conhecimento sobre a persona do negócio. O que será que ela realmente espera do produto ou serviço? O que falta para alcançar a excelência? 

Com base nessa noção, também é muito interessante reforçar as competências e tarefas do time de marketing. Afinal, é ele que mostrará o que é vendido como um destaque, algo imperdível para as pessoas. 

Outra dica é dar mais espaço de criação para os colaboradores. Inúmeras vezes, essas pessoas enxergam pontos de melhoria que a própria diretoria da empresa não vê. 

É claro que a capacitação e o treinamento delas também é essencial para alinhar competências individuais e coletivas. 

Também busque sempre inovações, isso porque, uma grande invenção, hoje, pode se tornar uma ação comum das empresas amanhã. 

Isso quer dizer que, no mercado, é preciso se reinventar e criar diferenciais sempre. 

Conclusão

Ser um destaque em um mercado tão competitivo, sem dúvidas, é uma tarefa desafiadora. Mas isso não significa a impossibilidade. 

Quando há o entendimento de competências organizacionais — ou seja — o que sustenta e torna a empresa como um diferencial, o trabalho se torna mais prático. 

Nesse processo, também não dá para esquecer o treinamento e a autonomia dos funcionários. Além disso, a definição de OKRs e do planejamento estratégico. 

O primeiro ponto, agora, você já tem: a explicação sobre as competências. 

Então, quais serão os seus próximos passos? Comece hoje mesmo a fazer a diferença para a sua empresa! 

Leia também: Entenda como definir OKRs e boas práticas para adotar em sua empresa!

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