Escolha uma Página

Por que é tão difícil transformar estratégia em execução?

Todos os dias diversos livros sobre estratégia são publicados. Acredito que estratégia é um dos temas mais estudados por gestores e executivos nos mais variados cursos de MBA.

Quando faço a seguinte pergunta para alguns colegas executivos:

“Em sua trajetória de gestão, você estudou mais estratégia ou execução?”

A resposta em quase 100% dos casos é:

“Estratégia”

Aí vem a minha segunda pergunta:

“E com o que você sofre mais no dia a dia? Estratégia ou Execução?”

Em 100% das vezes a resposta é “Execução”.

Parece que alguma coisa não está batendo? Pois é, transformar estratégia em execução continua sendo um dos maiores desafios das empresas na atualidade.

Uma pesquisa recente com mais de 400 CEOs de vários países revelou que a excelência na execução é o maior desafio enfrentado por líderes corporativos na Ásia, na Europa e nos Estados Unidos, liderando uma lista de cerca de 80 itens que incluíam inovação, instabilidade geopolítica e crescimento. Aqui no Brasil não é diferente.

Donald Sull, grande especialista em gestão e professor do MIT Sloan School of Management, realizou uma importante pesquisa que desmistificou algumas questões com relação ao que realmente impede a execução de uma estratégia. Nessa pesquisa, dois mitos chamaram a minha atenção:

Mito #1: A boa execução depende de definição e cascateamento de metas

Muitas empresas adotam essa velha receita de bolo: a partir da estratégia, traçam objetivos de negócio que são cascateados em toda a hierarquia da empresa. Em seguida se inicia um processo de monitoramento dos objetivos e no final acontece um processo de recompensa (muitas vezes remunerada) de acordo com o desempenho.

Geralmente isso é feito com ferramentas como MBO (Management by Objectives), criado na década de 1950, ou Balanced Scorecard, publicado em 1996. E a verdade é que o processo descrito acima não vem mais funcionando.

Mas onde está o problema?

Segundo a extensa pesquisa de Donald Sull, a grande maioria das pessoas confia bastante nos colegas do seu time e até nos seus líderes. Mas, quando questionados sobre a confiança em colegas ou gestores de outras equipes, a história é diferente. O nível de cai vertiginosamente, e isso compromete uma das maiores habilidades de uma empresa em ter uma boa execução: o alinhamento entre diferentes equipes.

Isso é muito ruim para qualquer empresa, pois falta de alinhamento e coordenação entre equipes gera conflitos, desperdício de tempo com comunicação ineficiente, retrabalhos e lentidão.

Muitas empresas têm algum sistema de alinhamento entre silos, como comitês multifuncionais, SLAs ou escritórios centralizados de gerenciamento de projetos, mas poucos gestores realmente acreditam que esses sistemas funcionem.

Mito #2: Boa execução significa manter o plano sob controle

Você já passou por algum tipo de planejamento estratégico e definição de orçamento anual? Esse é aquele típico processo no qual os gestores, em geral em novembro e dezembro, se trancam em uma sala e investirem horas traçando roadmaps e projetos para o ano seguinte.

Infelizmente nenhum gráfico de Gantt sobrevive ao primeiro contato com a realidade. Poucas semanas após esse superplanejamento terminar, eventos inesperados começam a acontecer dentro e fora da empresa, jogando no lixo as horas investidas na tentativa de adivinhar tudo o que vai acontecer no ano seguinte.

A execução da estratégia consiste em aproveitar as oportunidades que apoiam a estratégia e, ao mesmo tempo, coordená-la com outras partes da organização continuamente, fazendo ajustes de rota ao longo do tempo. Tais ajustes em tempo real exigem que as empresas sejam ágeis. No entanto, a falta de agilidade é um grande obstáculo para a execução eficaz em muitas empresas.

Na pesquisa de D. Sull, quando solicitados a nomear o maior desafio que suas empresas enfrentarão na execução da estratégia nos próximos anos, quase um terço dos gerentes citaram dificuldades para se adaptar às mudanças nas circunstâncias do mercado.

Não é que as empresas não consigam se adaptar: apenas um gerente em 10 viu isso como o problema na pesquisa. Mas a maioria das organizações reage tão lentamente que não consegue aproveitar oportunidades que aparecem de repente.

A solução

Para evitar os males citados, é preciso uma abordagem mais inovadora de gestão de metas. Este processo se chama OKR.

OKR é uma abordagem simples de gestão adotada por empresas como Google, LinkedIn e Twitter que ajudará a aumentar o foco, o alinhamento e a agilidade da sua empresa de forma exponencial.

Através de OKR, a empresa ganha agilidade com ciclos curtos de planejamento e um processo transparente de definição e atingimento de metas que irá aumentar o engajamento, alinhamento, foco e aprendizado em toda a empresa para obter melhores resultados para o negócio.

OKR é baseado em forte trabalho em equipe, focando as energias das pessoas para que geram contribuições mensuráveis rumo aos objetivos da empresa. Se você já utiliza métodos de gestão como balanced scorecard, 4DX, MBO ou SMART, convido você a conhecer OKR.

Para saber mais, faça o download do ebook “Guia de OKR – 2019”.

Grande abraço,

Thomaz Ribas

CADASTRE-SE NA LISTA DE ESPERA

Fique tranquilo(a). Entraremos em contato o quando uma nova turma for aberta

You have Successfully Subscribed!